MEDIDAS ECOLÓGICAS NA CONSTRUÇÃO
ASPECTOS ECOLÓGICOS PRESENTES NO DESIGN E CONSTRUÇÃO DO HOTEL FUERTE EL ROMPIDO (EL ROMPIDO, CARTAYA, HUELVA)
1) Alpendres, espaços porticados, pátios interiores, superfícies ajardinadas, pérgulas..., formas tipológicas tradicionais da Arquitectura Popular Andaluza que proporcionam ao conjunto de reguladores térmicos que moderam a oscilação de temperaturas no interior do hotel, uma vez que aumenta as possibilidades de uso das áreas adjacentes ao criar microclimas que favorecem a permanência nas mesmas.
2) A existência de pátios interiores ajardinados permite a ventilação natural dos quartos nas horas de manutenção e limpeza, aproveitando o Efeito Venturi.
3) Garante-se a renovação do ar do vestíbulo principal de forma totalmente natural, ao ter sido projectado de acordo com princípios bio-climáticos: A sua altura tripla e a distribuição de vazios em determinados pontos promovem a circulação vertical de massas de ar.
4) Reutilização em jardinaria das terras provenientes da escavação prévia à construção, tendo como resultado formas orgânicas que permitem a integração paisagística do conjunto. Da mesma forma, a madeira resultante do abate de eucaliptos existentes na parcela reutiliza-se em trabalhos de carpintaria.
5) Empregam-se sistemas de impermeabilização 100% ecológicos nas fundações: paredes de bentonite de sódio natural.
6) Sistemas de descofrantes à base de óleos vegetais, garantem um processo livre de vapores tóxicos.
7) Cofragens construídas com peças aligeiradas de argila expandida, permitem estruturas ligeiras e de alto poder isolante.
8) Empregam-se pinturas minerais à base de silicatos nas fachadas, em vez de pinturas plásticas, para evitar a emissão de compostos orgânicos voláteis insalubres.
9) Carpintarias absolutamente estanques e impermeáveis, com vidros duplos de controlo térmico, solar e alto isolamento acústico, permitem o conforto térmico desejado com a consequente economia energética.
10) Centro de transformação eléctrica de isolamento seco, sem óleo, e protegido contra a emissão de radiações electromagnéticas.
11) Utilização de cablagem eléctrica de alta segurança resistente ao fogo e livre de halogéneo.
12) Os depósitos de água dos banhos têm incorporado sistemas economizadores de água, para evitar o consumo incontrolado.
13) Utilização de condutas de água de polipropileno e polietileno.
14) Placas solares para aquecer a água de consumo sanitário assim como a da piscina climatizada. Desta maneira aproveitam-se ao máximo as possibilidades solares da zona e fomenta-se a economia energética de forma considerável. As placas foram construídas sem cromo preto, altamente contaminante, para confirmar a clara vocação ecológica que este tipo de sistemas supõe.
15) Frigoríficos ecológicos, sem CFC.
16) Presta-se especial atenção aos sistemas de depuração e manutenção da água das piscinas, já que os produtos convencionais à base de cloros em contacto com outros produtos desencadeiam substâncias nocivas para a saúde. Por isso, opta-se por sistemas de electrólises salinas tanto para a piscina interior como para a exterior, métodos absolutamente seguros que garantem a saúde dos utilizadores.
17) Um sistema de gestão do meio ambiente que inclui um plano de economia energética: possibilita a minimização de gastos e a máxima eficiência energética do conjunto, fomentando a vocação ecológica do mesmo.
18) Dá-se atenção especialmente ao desenho, a composição e a eleição de materiais dos espaços interiores, para assegurar que são "sãos" e confortáveis. Para isso, combinam-se elementos próprios da arquitectura popular com técnicas modernas que melhoram as suas prestações: chão de barro e pedra transmitem frescura nas quentes noites estivais, tapetes de fibras naturais isolam do frio durante o Inverno, postigos que impedem a radiação solar directa, pinturas naturais que permitem a "respiração" dos adornos sem produzir substâncias nocivas para o ambiente, madeiras que controlam de forma natural a humidade,...
19) Mobiliário de vime e madeira trazem calor ao interior sem diminuir comodidade aos clientes. Cores suaves transmitem tranquilidade e recreiam atmosferas neutras, conjuntamente com elementos de jardinagem interior que oxigenam o ambiente de forma natural.
20) Em todos os casos, aposta-se na ergonomia para favorecer o conforto do utilizador: Evitam-se assentos e mesas baixas, moles e profundas, que favorecem as más posturas, cuida-se especialmente do nível de iluminação necessário em cada caso, evitando reflexos, optando por aparelhos de iluminação reflectida.
21) O desenho dos quartos por constituir a habitação mais importante de um hotel, realiza-se seguindo critérios de economia, simplicidade e modéstia, para que o cliente se sinta num ambiente são e acolhedor: evitam-se alcatifas sintéticas e armários aglomerados convencionais a favor de madeiras, gesso liso, papel e esteiras. Os móveis de aglomerado são do tipo E1, baixo em formaldeídos.
22) Põe-se em prática normas de paisagismo xeriscape para o desenvolvimento dos espaços verdes tanto exteriores como interiores: plantas autóctones e outras fortemente adaptadas para assegurar a sua adaptação e evitar o aparecimento de pragas e enfermidades, rega localizada para evitar o consumo indiscriminado de água, combinação de espécies vegetais com outros elementos não vegetais para proporcionar a maior funcionalidade os espaços exteriores,...
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